quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Representação do santuário celestial

Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de serviço sagrado e o seu santuário terrestre. Hebreus 9:1
Foi-me também mostrado um santuário sobre a Terra, contendo dois compartimentos. Parecia-se com o do Céu, e foi-me dito que era uma representação do celestial. Os objetos do primeiro compartimento do santuário terrestre eram semelhantes ao do primeiro compartimento do celestial. O véu ergueu-se, e eu olhei para o santo dos santos e vi que a mobília era a mesma do lugar santíssimo do santuário celestial. O sacerdote ministrava em ambos os compartimentos do terrestre. Ia diariamente ao primeiro compartimento, mas entrava no lugar santíssimo apenas uma vez ao ano para purificá-lo dos pecados que tinham sido levados ali. Vi que Jesus ministrava em ambos os compartimentos do santuário celestial. Os sacerdotes entravam no terrestre com sangue de um animal, como oferta para o pecado. Cristo entrou no santuário celestial, oferecendo o próprio sangue. Os sacerdotes terrestres eram removidos pela morte; portanto, não podiam continuar por muito tempo; mas Jesus foi Sacerdote para sempre. Pelos sacrifícios e ofertas trazidas ao santuário terrestre, deveriam os filhos de Israel apossar-se dos méritos de um Salvador que havia de vir. Na sabedoria de Deus, os pormenores desta obra nos foram dados para que pudéssemos, volvendo um olhar para os mesmos, compreender a obra de Jesus no santuário celestial.
Ao morrer Jesus no Calvário, clamou: “Está consumado” (Jo 19:30), e o véu do templo partiu-se de alto a baixo. Isso deveria mostrar que o serviço no santuário terrestre estava para sempre concluído, e que Deus não mais Se encontraria com os sacerdotes em seu templo terrestre para aceitar seus sacrifícios. O sangue de Jesus foi então derramado, o qual deveria ser oferecido por Ele mesmo no santuário nos Céus. Assim como o sacerdote entrava no lugar santíssimo uma vez ao ano, para purificar o santuário terrestre, Jesus entrou no lugar santíssimo do celestial, no fim dos 2.300 dias de Daniel 8, em 1844, para fazer uma expiação final por todos os que pudessem ser beneficiados por Sua mediação, e assim purificar o santuário. […]
Por sobre o lugar em que Jesus Se achava, diante da arca, havia uma glória extraordinariamente brilhante, para a qual eu não podia olhar; parecia-se com o trono de Deus. Subindo o incenso para o Pai, a excelente glória vinha do trono a Jesus, e dEle se derramava sobre aqueles cujas orações tinham subido como suave incenso (Primeiros Escritos, p. 252, 253, 252).

terça-feira, 3 de outubro de 2017

No lugar santíssimo

Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-Se à destra de Deus. Hebreus 10:12
O assunto do santuário foi a chave que desvendou o mistério do desapontamento de 1844. Revelou um conjunto completo de verdades, ligadas harmoniosamente entre si e mostrando que a mão de Deus dirigira o grande movimento do advento e apontara novos deveres ao trazer à luz a posição e obra de Seu povo. Como os discípulos de Jesus, depois da terrível noite de sua angústia e desapontamento “alegraram-se […] ao verem o Senhor” (Jo 20:13), assim se regozijaram então os que, pela fé, haviam aguardado o segundo advento. Esperavam que Ele aparecesse em glória para dar a recompensa a Seus servos. Vendo frustradas suas esperanças, perderam de vista a Jesus e, como Maria, junto ao sepulcro, exclamaram: “Levaram o meu Senhor, e não sei onde O puseram” (v. 13). Então, no lugar santíssimo, contemplaram de novo seu compassivo Sumo Sacerdote, prestes a aparecer como Rei e Libertador. A luz proveniente do santuário iluminou o passado, o presente e o futuro. Souberam que Deus os havia guiado por Sua providência infalível. Se bem que, como aconteceu aos primeiros discípulos, não compreendessem a mensagem por eles mesmos comunicada, era esta, no entanto, correta em todos os sentidos. Proclamando-a, tinham cumprido o propósito de Deus, e seu trabalho não havia sido em vão no Senhor. De novo gerados “para uma viva esperança”, regozijavam-se “com alegria indizível e cheia de glória” (1Pe 1:3, 8).
Tanto a profecia de Daniel 8:14 – “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” – como a mensagem do primeiro anjo – “Temei a Deus e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo” (Ap 14:7) – indicavam o ministério de Cristo no lugar santíssimo, o juízo investigativo, e não a vinda de Cristo para resgatar o Seu povo e destruir os ímpios. O engano não havia sido na contagem dos períodos proféticos, mas no acontecimento a ocorrer no fim dos 2.300 dias. Por esse erro, os crentes sofreram desapontamento; entretanto, cumprira-se tudo que estava predito pela profecia e que, com autoridade bíblica, eles podiam esperar. Ao mesmo tempo em que lamentavam a ruína de suas esperanças, transcorrera o acontecimento que fora predito pela mensagem, e que deveria cumprir-se antes que o Senhor aparecesse para recompensar Seus servos (O Grande Conflito, p. 423, 424).

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Compreendendo o santuário celestial

Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação. Hebreus 9:11
A compreensão correta do ministério do santuário celestial constitui o alicerce de nossa fé (Evangelismo, p. 221).
O santuário terrestre fora construído por Moisés, conforme o modelo a ele mostrado no monte. Era uma figura para o tempo então presente, no qual se ofereciam tanto dons como sacrifícios; seus dois lugares santos eram “figuras das coisas que se acham nos Céus” (Hb 9:9, 23); Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, é “ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2). Sendo em visão concedida a João um vislumbre do templo de Deus no Céu, contemplou ele ali “sete tochas de fogo” (Ap 4:5) que ardiam diante do trono. Viu um anjo, “com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso, para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono” (Ap 8:3). Com isso, permitiu-se ao profeta ver o primeiro compartimento do santuário celestial; e viu ali as “sete lâmpadas de fogo” e o “altar de ouro” representados pelo castiçal de ouro e o altar de incenso no santuário terrestre. Novamente, “abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu” (Ap 11:19), e ele olhou para dentro do véu interno, no santo dos santos. Ali viu a “arca da aliança”, representada pelo cofre sagrado construído por Moisés a fim de conter a lei de Deus. […]
João afirma que viu o santuário no Céu. Aquele santuário em que Jesus ministra em nosso favor é o grande original do qual o santuário construído por Moisés era uma cópia.
Do templo celestial, morada do Rei dos reis, onde milhares de milhares O servem, e milhões de milhões estão diante dEle (Dn 7:10), templo repleto da glória do trono eterno, onde serafins, seus guardas resplandecentes, velam o rosto em adoração; sim, desse templo, nenhuma estrutura terrestre poderia representar a vastidão e glória. Entretanto, importantes verdades relativas ao santuário celestial e à grande obra ali prosseguida em prol da redenção da humanidade deveriam ser ensinadas pelo santuário terrestre e seu cerimonial.
Depois de Sua ascensão, nosso Salvador iniciaria Sua obra como nosso Sumo Sacerdote. Diz Paulo: “Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hb 9:24) (Patriarcas e Profetas, p. 356, 357).

domingo, 1 de outubro de 2017

A coluna central do adventismo


Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Daniel 8:13
A passagem que, mais que todas as outras, havia sido tanto a base como a coluna central da fé do advento foi: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (Dn 8:14). Essas palavras haviam sido familiares a todos os crentes na breve vinda do Senhor. Essa profecia era repetida pelos lábios de milhares, como a senha de sua fé. Todos sentiam que dos acontecimentos nela preditos dependiam suas mais brilhantes expectativas e mais acariciadas esperanças. Ficara demonstrado que esses dias proféticos terminariam no outono de 1844. Em conformidade com o resto do mundo cristão, os adventistas admitiam, naquele tempo, que a Terra, ou alguma parte dela, era o santuário. Entendiam que a purificação do santuário fosse a purificação da Terra pelos fogos do último grande dia e que ocorreria por ocasião do segundo advento. Daí a conclusão de que Cristo voltaria à Terra em 1844.
Entretanto, o tempo indicado passou, e o Senhor não apareceu. Os crentes sabiam que a Palavra de Deus não poderia falhar. Deveria haver engano na interpretação da profecia. Onde, porém, estava o engano? Muitos cortaram temerariamente o nó da dificuldade, negando que os 2.300 dias terminassem em 1844. Nenhuma razão se poderia dar para isso, a não ser que Cristo não viera na ocasião em que O esperavam. Argumentavam que, se os dias proféticos houvessem terminado em 1844, Cristo teria então voltado para purificar o santuário mediante a purificação da Terra pelo fogo. Visto que Ele não aparecera, os dias não poderiam ter terminado. […]
Deus, porém, estivera a dirigir Seu povo no grande movimento adventista. Seu poder e glória haviam acompanhado a obra, e Ele não permitiria que ela finalizasse em trevas e desapontamento, para que fosse vituperada como falso reavivamento fanático. Não deixaria Sua palavra envolta em dúvida e incerteza. […]
Foi encontrada, na Bíblia, uma completa explicação do assunto do santuário, quanto à sua natureza, localização e serviços, sendo o testemunho dos escritores sagrados tão claro e amplo, que colocava o assunto acima de qualquer dúvida (O Grande Conflito, p. 409-411).

sábado, 30 de setembro de 2017

A única proteção do lar

Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Romanos 2:13
Os que levam a última mensagem de misericórdia ao mundo devem sentir ser seu dever instruir os pais quanto à religião a ser praticada no lar. O grande movimento de reforma deve começar com a apresentação dos princípios da lei de Deus aos pais, mães e filhos. Ao serem apresentadas as reivindicações da lei, e homens e mulheres se convencerem de seu dever de prestar obediência, perceberão a responsabilidade de sua decisão, não somente quanto a si mesmos, mas no que respeita a seus filhos. Deve ser mostrado a eles que a obediência à Palavra de Deus é nossa única proteção contra os males que estão destruindo o mundo. Os pais estão dando aos filhos um exemplo, seja de obediência, seja de transgressão. Por seu exemplo e ensino, será, na maioria dos casos, decidido o destino de sua família. Na vida futura, os filhos serão o que seus pais os influenciaram a ser.
Caso os pais fossem levados a seguir o resultado de suas ações, e pudessem ver como, por seu exemplo e ensino, eles perpetuam e aumentam o poder do pecado, ou o poder da justiça, certamente haveria uma mudança. Muitos romperiam o encantamento da tradição e dos costumes.
Que os pastores insistam nisso diante da congregação. Reforcem na consciência dos pais a convicção de seus solenes deveres, por tanto tempo negligenciados. Isso vencerá, como nenhuma outra coisa, o espírito de farisaísmo e a resistência à verdade. A religião no lar é nossa grande esperança, e ilumina a perspectiva da conversão de toda a família à verdade de Deus. […]
Nossa vida tem de estar escondida com Cristo em Deus. Precisamos conhecer a Cristo individualmente. Só então poderemos representá-Lo devidamente perante o mundo. Que seja esta a nossa constante prece: “Senhor, ensina-me a agir sempre como Jesus agiria em meu lugar”. Onde quer que estejamos, devemos fazer brilhar a nossa luz para a glória de Deus em boas obras. Esse é o grande, importante interesse de nossa vida. […]
Levemos avante a obra de Deus com firmeza e vigor, mas, na mansidão de Cristo, e tão discretamente quanto possível. Nenhuma ostentação humana se faça ouvir. Não se faça notar nenhum indício de presunção. Seja conhecido que Deus nos chamou para lidar com sagradas verdades; preguemos a Palavra, sejamos diligentes, sinceros, fervorosos (Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, p. 119, 121, 122).

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O potencial missionário do lar

Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes. Mateus 25:35
A missão do lar estende-se para além do círculo de seus membros. O lar cristão deve ser uma lição prática, ilustrando a excelência dos princípios verdadeiros da vida. Semelhante exemplo será no mundo uma força para o bem. Muito mais poderosa do que qualquer sermão pregado é a influência de um verdadeiro lar, no coração e na vida. […]
Há muitos outros para quem nossa família pode tornar-se uma bênção. Nossas recreações sociais não deveriam ser ditadas pelos costumes do mundo, mas pelo Espírito de Cristo e pelos ensinos de Sua Palavra. Em todas as suas festas, os israelitas admitiam os pobres, os estrangeiros e os levitas. Os levitas eram, ao mesmo tempo, ajudantes do sacerdote no santuário, mestres de religião e missionários. Todos esses eram considerados hóspedes do povo, recebendo hospitalidade durante as festas sociais e religiosas, sendo atendidos carinhosamente em suas enfermidades e necessidades. Devemos acolher em nosso lar pessoas assim. Quanto esse acolhimento não alegraria e daria ânimo ao enfermeiro ou missionário, à mãe carregada de cuidados e trabalhos árduos, ou às pessoas fracas e idosas, que vivem muitas vezes sem lar, lutando com a pobreza e com tantos desalentos!
“Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado. Antes, ao dares um banquete, convida os pobres aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos” (Lc 14:12-14).
Esses são hóspedes que não nos custará muito receber. Não é necessário dispensar-lhes uma hospedagem cara e elaborada. O calor das boas-vindas, um assento na sala de visitas, o privilégio de compartilhar da bênção do culto familiar serão para muitos desses pobres como uma antecipação do Céu.
Nossas simpatias devem transbordar para além de nós mesmos e do círculo de nossa família. Há preciosas oportunidades para os que desejam fazer de seu lar uma bênção para outros. A influência social é uma força maravilhosa (A Ciência do Bom Viver, p. 352-354).

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Lares onde os anjos habitam

Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos. Hebreus 13:2
Podemos ter a salvação de Deus em nossa família; mas, para isso, devemos não apenas crer, como também viver por ela, tendo uma contínua e persistente fé e confiança em Deus. A restrição que a Palavra de Deus nos impõe visa a nosso interesse. Aumenta a felicidade de nossa família e a de todos os que nos cercam. Refina-nos o gosto, santifica-nos o juízo, traz paz de espírito e, afinal, a vida eterna. Os anjos ministradores de Deus vão permanecer em nosso lar. Com alegria, eles levarão ao Céu as novas de nosso avanço na vida divina, e o anjo relator fará um relatório alegre e feliz.
O Espírito de Cristo será uma influência permanente na vida do lar. Se os homens e as mulheres abrirem o coração à influência celestial da verdade e do amor, esses princípios novamente brotarão como correntes no deserto, a tudo refrescando e fazendo com que o frescor apareça onde agora há aridez e escassez.
A negligência do dever de educar os filhos e cultivar a piedade na família é completamente desagradável a Deus. Se um de seus filhos estivesse em risco iminente de afogar-se, que alvoroço isso causaria! Quantos esforços se empenhariam, quanta prece se faria e que atividade se desenvolveria, a fim de salvar-lhe a vida! Mas aí estão seus filhos, sem Cristo e sem a salvação. É possível que, pela sua rispidez e falta de educação, sejam até uma vergonha para a causa adventista. Estão em risco de se perderem, vivendo sem esperança e sem Deus no mundo, e vocês continuam descuidosos e indiferentes. […]
Pais e mães: cada manhã e noite, reúnam os filhos ao redor de si e, com humilde petição, elevem a Deus o coração, suplicando-Lhe auxílio. Seus queridos estão expostos à tentação. Contratempos diários atravessam o caminho dos jovens e idosos. Os que quiserem viver vida paciente, amorosa e alegre precisam orar. Só recebendo auxílio constante de Deus poderemos alcançar a vitória sobre o próprio eu. […]
Pela sincera e fervorosa oração, os pais devem construir um muro em torno dos filhos. Devem suplicar, com plena fé, que Deus habite entre eles e santos anjos os guardem, a eles e aos filhos, do poder cruel de Satanás

Jesus, o justo Juiz

Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, Se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote nas coi...